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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Trocando seis por meia dúzia

- Por favor, gostaria de fazer minha inscrição no Congresso.
 
- Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
- Sou de Maputo, Moçambique.
- Da África, né?
- Sim, sim, da África.
- Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo.
- O mundo está cheio de africanos.
- É verdade.
- Se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
 - Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
 - Desculpe, qual sala?
 - Meia oito.
 - Podes escrever?
- Não sabe o que é meia oito, sessenta e oito, assim, veja: 68
-Ah, entendi, meia é seis.
- Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material, DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
 - Quanto tenho que pagar?
 - Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
- Humm... que bom. Ai está, seis reais.
- Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
- Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
- Isso, meia é cinco.
- Tá bom, meia é cinco.
- Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
- Então já começou, são nove e vinte.
- Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
- Você pode escrever aqui a hora que começa?
 - Nove e meia, assim, veja: 9:30
- Ah, entendi, meia é trinta.
- Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
- Sim, já estou na casa de um amigo.
- Em que bairro.
- Nas trinta bocas.
- Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria nas seis bocas?
- Isso mesmo, no bairro meia boca.
- Não é meia boca, é um bairro nobre.
- Então deve ser cinco bocas.
- Não, seis bocas, entende, seis bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
- E há quem possa entender?

 
 Compartilhado no Facebook de Leonardo C. Neto

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Lusofonia "games"


O Centro Virtual Camões disponibiliza, entre vários conteúdos, uma série de jogos que divertem, testam e ampliam o conhecimento da Língua Portuguesa e sobre os países que falam esse idioma.

História, Geografia, Cultura, Expressões, Provérbios, Figuras célebres, tudo organizado em três graus de dificuldade e com possibilidade de 1 a 3 jogadores. 

Não é necessário fazer cadastro, login, basta acessar a página e começar a brincar aprendendo: http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/a-brincar.html

São jogos simples, a maioria de perguntas e respostas, mas há também velhos conhecidos como o jogo da forca, o da memória ou o jogo da glória, uma espécie de Ludo cujos dados são lançados e o jogador avança conforme responde corretamente às questões.


Muitos exercícios são ideais para pessoas que estão aprendendo a Língua Portuguesa. Não só crianças, mas adultos de países que falam outros idiomas e estudam o português.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Internet para gostar de ler

Fonte: http://www.imagensgratis.com.br/imagens-da-turma-da-monica
Maurício de Souza e Ziraldo, dois grandes escritores e ilustradores infantis, vão começar a executar um projeto na internet para incentivar a leitura. Baseada no Método Kumon, criado no Japão para estimular o gosto pela aprendizagem, a idéia principal é colocar a Mônica, personagem de Maurício, e o Menino Maluquinho, de Ziraldo, em um programa de televisão educativo online. Os escritores acreditam que ajudando a formar leitores podem colaborar com a Educação.

"Eu acho que se a gente não tomar providências para fazer um movimento agressivo para transformar o Brasil em um País de leitores, a gente vai ficar nesse rame-rame a vida inteira, botando todo ano uma legião de analfabetos no mercado".

Essa é a opinião de Ziraldo, que será homenageado na 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, a partir do próximo dia 29.


Fonte: http://www.ziraldo.com/menino/
Fontes: Agência Brasil e Portal Terra.

domingo, 25 de agosto de 2013

Cannes 2013 em português e em cartaz

Fonte da imagem: http://www.festival-cannes.com/pt/article/59698.htm
Essa semana, em Portugal, estreou nas telonas “Até ver a luz”, aliás, também foi a estréia do cineasta Basil da Cunha nos longas. A estréia mundial do filme foi na Quinzena dos Realizadores, uma mostra paralela ao Festival de Cannes de trabalhos independentes. No ano passado, Basil da Cunha ganhou uma menção honrosa com o curta “Os vivos também choram”. Na edição de 2013, a menção honrosa ficou com o brasileiro André Novais Oliveira e seu curta “Pouco mais de um mês”, que está em exibição no Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo. Também está em exibição no festival o curta documentário brasileiro “Pátio”, de Aly Muritiba, selecionado e participante da Semana da Crítica. O vencedor da categoria melhor curta foi o português “Gambozinos”, de João Nicolau. 
Curta esse roteiro:
  • “Até ver a luz” fala de um marginal dentro da própria marginalidade.
Sinopse e trailer: http://ads.tt/ANHS
  • Em “Os vivos também choram”, Zé observa os navios no porto de Lisboa e, discretamente, poupa dinheiro para ir embora. Quando toma a decisão, ele descobre que a mulher usou as economias para comprar uma lavadora de roupas.
Sinopse e trailer: http://ads.tt/ANHW
  • “Pouco mais de um mês” fala de um relacionamento amoroso recém iniciado na ficção e na vida real.
Programação e trailer: http://ads.tt/ANI1
  • “Gambozinos” mostra um menino de 10 anos enfrentando desgostos em plena colônia de férias.
  • “Pátio” retrata o lazer de presos e a filmagem é feita de trás das grades do presídio.  
Programação e trailer: http://ads.tt/ANI6

Primeiríssimo!

Fonte da imagem: http://www.patiodosgentios.com/belas-artes/monte-castelo/
Entreténs, entretenimento, entre e tem... Música, poesia, turismo, decoração, artesanato, tudo que os entretêm, caros falantes do português, de Angola a Zanzibar. Sem a pretensão de estudar ou ensinar gramática, apenas a de se comunicar com todo o mundo que fala, literalmente, a mesma língua e com todas as suas variantes.

Para inaugurar o blog, que tal Monte Castelo, de Legião Urbana? Uma adaptação impressionante da maior obra épica portuguesa, Os Lusíadas, de Camões. E citações de versos do livro mais vendido no mundo, em vários idiomas, a Bíblia. Mesmo os ateus hão de convir que O Amor, cantado por Renato Russo, afasta da guerra, unifica os povos de alguma maneira.